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A Discoteca Oneyda Alvarenga

 

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Primeira imersão no gigantesco acervo de música brasileira em discos de 78 rotações por minuto da Discoteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo. Além de conhecer um pouco mais desta história que começou em 1935, em mais uma boa invenção de Mário de Andrade, você ouve gravações preciosas de Caymmi, Cartola, Almirante, Elsie Houston, Jararaca e Ratinho, entre outras.

Em 1935, quando Mario de Andrade assumiu a direção do recém-fundado Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo, criou a Discoteca Pública Municipal, com o objetivo de aproximar o público das origens da música brasileira (música erudita, música popular, folclórica e urbana)  em um espaço público de audição e discussão e criação. A Discoteca seria um “braço” de uma Rádio-Escola, que nunca chegou a existir. Mário de Andrade via o Rádio como “um novo instrumento musical”.

No mesmo ano, a etnóloga Oneyda Alvarenga, aluna de Mário assumiu a direção da Discoteca Pública, que mais tarde ganharia seu nome. Atualmente, a discoteca conta com 45 mil discos de 78 rotações, sendo 15 mil de música brasileira, recentemente digitalizados com patrocínio da Petrobrás.

Hoje, mais de oitenta anos depois de sua fundação, a Discoteca vem se adaptando aos novos padrões de difusão e acesso. A criação da Web Radio, em 2004, foi um dos instrumentos dessa adaptação aos tempos atuais, transportando a experiência de acesso físico ao acervo, dos sofás e cabines de escuta à grande nuvem de informações da internet, sempre sob o filtro e moldura de programas, séries, espetáculos, e gravação de shows.

Apresentação: Biancamaria Binazzi. Locução: Bruno Morais. Agradecimentos: Jéssica Barreto, Aloysio Lazarin Nogueira, Valquíria Carozze, Evaldo Piccino. Este programa é uma co-produção da Web Rádio do Centro Cultural São Paulo com o Radio-Estúdio Manacá.

 

gomalunaGoma-Luna

 

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Rádio Goma-Laca na rotação da chama silente. Programa de rádio dedicado à soberana Lua dos seresteiros e macumbeiros, que alumia os namorados, prateando a solidão. Nas palavras do Fernando Pessoa, Nossa Senhora do Silêncio. Ponteando a madrinha,a 78 rotações por minuto, Stefana de Macedo, Eduardo das Neves, Bidu Sayão, Grupo X, Almirante, Bando da Lua, Carmen, Chico Alves, Nelson Gonçalves, e mais.

Repertório

Melodia Sentimental – Bidu Sayão (Villa-Lobos e Dora Vasconcelos) 1959

E a Lua – Trio de ouro (Príncipe Pretinho) 1946

Que mora na Lua – Trio de Ouro (Príncipe Pretinho ) 1938

Luar do Sertão – Eduardo das Neves e coro  (João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense) 1915

Raiando – Bando da Lua (Wilson Batista e Murilo Caldas) 1936

Até a Lua chorou – Grupo X (Silvino Neto) 1936

Lua cheia- Stefana de Macedo (Hekel Tavares e Luis Peixoto) 1928

Se a Lua contasse – Aurora Miranda (Custódio Mesquita) 1933

Deixa a Lua sossegada – Almirante (João de Barro e Alberto Ribeiro) 1934

Lua Amiga – Carmen Miranda (André Filho) 1933

Quem há de dizer – Francisco Alves (Lupicínio Rodrigues e Alcídes Gonçalves) 1941

Noite de Lua – Nelson Gonçalves (Antonio Almeida) 1945

Quando é noite de Lua – Nelson Gonçalves (Capiba) 1945

Olha pra lua – Francisco Alves  (Nássara e Armando Reis) 1934

A lua foi-se embora – Castro Barbosa (Castro Barbosa e João de Barro) 1934

Melodia Sentimental – Bidu Sayão (Villa-Lobos) 1959

Produção, Edição e Roteiro: Biancamaria Binazzi. Locução: Bruno Morais.